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Manual Prático da Cozinha: Dicas de Ervas

Posted in Cozinha on dezembro 28th, 2012 by Eire Rosado – Be the first to comment

BOUQUET GARNI – trouxinha feita de ervas, amarradas em um saquinho de pano. Seu objetivo é aromatizar as preparações, sendo muito usado principalmente na cozinha francesa. Geralmente são utilizados os seguintes temperos:

Mas outras ervas podem entrar neste sachet aromático, desde que harmonizem-se entre si, e estejam em consonância com os ingredientes do prato a ser preparado. Outros exemplos de ervas utilizados com muita freqüência são: Alecrim, Segurelha, Cerefólio, Estragão e Manjericão.

ERVAS FRESCAS – sempre que for adicionar ervas frescas no preparo, deixe para colocá-las no final da cocção, assim evita-se de perder seu aroma.

ERVAS SECAS – uma dica importante ao utilizar ervas secas nas preparações é que estas são mais concentradas do que as frescas, por isso ao utilizar estas, sempre coloque menos quantidade do que se estivesse utilizando ervas frescas.

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Manual Prático da Cozinha: Amêndoas

Posted in Cozinha on dezembro 17th, 2012 by Eire Rosado – Be the first to comment

Amamos Amêndoas, mas pouco sabemos sobre ela!!!

Sim as amêndoas nos encantam pois são extremamente versáteis e seu uso vai desde a confeitaria como no preparo de pratos salgados. Encontramo-las inteiras, dentro de sua casca, moídas, trituradas, em lâminas, torradas, na forma de óleo, essência e até em pasta. Cada forma apresentada se identifica com preparos diferentes, por isso ela é tão bem vinda nas nossas mesas.

O que não sabemos sobre elas é que existem dois tipos, um doce e outra amarga, podendo ser esta última extremamente venenosa, devido a um ácido presente nela que é o ácido prússico, mas veja, quando consumida em quantidades maiores. Existem variantes dela pelo mundo, tendo a Espanha uma muito conhecida a Jordan, que é longa, fina e é a mais cara, mais usada para confecção de doces. Já a de Valencia (Espanha) encontramos um tipo mais larga e chata, ideal para o preparo de marzipã e bolos. Outro país onde a encontramos é nas Filipinas, onde existe um tipo muito raro, onde a amêndoa é encontrada contendo sementes duplas. Incrível!!

Agora é preciso ter cuidado com outro detalhe, apesar de serem extremamente gostosas, elas possuem alto teor de gordura, por isso fique atento ao seu consumo.

Foto: Carol Gherardi

TARTE BOURDALOUE

PÂTE SABLÉE D’AMANDE

INGREDIENTES

  • 250 g de farinha de trigo
  • 60 g de açúcar refinado
  • 01 pitada de sal refinado
  • 30 g de farinha de amendôas
  • 100 g de manteiga integral sem sal gelada cortada em cubinhos
  • 01 unidade de gema
  • 15 a 45 mililitros água fria

MODO PREPARO

  1. Em um bowl misturar a farinha, o açúcar e o sal. Acrescentar a manteiga em cubinhos e, com a ponta dos dedos, misturar até obter uma farofa grossa.
  2. Adicionar a farinha de amendôas e a gema misturando bem.
  3. Aos poucos e na medida do necessário, adicionar a água e misturar até formar uma massa homogênea.
  4. Embalar em filme e gelar por 30 minutos.
  5. Com auxílio de um rolo, em uma superficie emfarinhada ou entre dois plásticos, abrir a massa e forrar uma forma para tarte de 20 cm de diamêtro.
  6. Gelar por mais 30 minutos.
  7. Fazer furos com um garfo e pré – assar, por 15 minutos, em forno pré-aquecido à 180°C.
  8. Retirar do forno e reservar.

Manual Prático da Cozinha: O que te diz este formato?

Posted in Cozinha on novembro 27th, 2012 by Eire Rosado – Be the first to comment

CROISSANT em francês quer dizer: Crescente!

Sim este formato se parece muito com a lua crescente, mas o que realmente sabemos sobre ele?

O croissant é feito de uma massa que é acrescido de fermento, passa por várias dobras até incorporar a manteiga por completo.

Existem versões em que a manteiga é substituída por margarina, deixando a massa mais pesada, fazendo com que se pareça com um pão. Já a versão mais afrancesada onde a manteiga é usada de forma mais coerente, tornando esta massa mais rica, ou seja, mais “amanteigado”.

Foto: Carol Gherardi

Tanto a qualidade da manteiga quanto a qualidade da farinha, que tanto os franceses prezam, é fundamental para que o resultado se torne tão surpreendente a primeira mordida. Por isso sua textura externa é tão crocante e por dentro ele preserva uma maciez inigualável. Por ser tão tenro, quase se desmancha em nossas bocas, E neste caso vale a pena pronunciar “Croissant au beurre”!

Esta maravilha criada por mãos hábeis de padeiros ao redor do mundo atualmente, é  encontrá-lo com recheios tanto salgados quanto doces. Sendo o recheio de amêndoas o mais clássicos entre os doces. Já os salgados variam tanto com recheios de queijo, espinafre ou presunto.

Na França é imprescindível no café da manhã.

O que talvez não saibamos é que há controvérsias quanto ao seu surgimento. Uns dizem ter nascido na França, isso já o sabemos, outros afirmam que sua criação surgiu através de mãos de padeiros de Budapeste, ainda no século XVII. Já outras línguas dizem que ele surgiu em uma batalha onde a Turquia armou contra os austríacos uma emboscada, onde os turcos iriam atingir os adversários, e isso ocorreu debaixo de uma base do acampamento onde se situava a cozinha. Moral da estória, os padeiros austríacos descobriram o plano e soaram o alarme fazendo com que os turcos marchassem para a derrota. O prêmio desses soldados “padeiros” foi o de receberem o privilégio de criar uma pastelaria no formato que desejassem, então os vencedores resolveram criar uma iguaria com formato de uma meia lua, igual a da bandeira turca.

Guerras, desavenças à parte…o que importa é que hoje podemos nos deliciar com este privilégio que é saborear um verdadeiro croissant.

Manual Prático: Feta o queijo secular dos gregos

Posted in Cozinha on outubro 17th, 2012 by Eire Rosado – 2 Comments

O queijo feta que há séculos ganhou o paladar dos gregos é caracterizado por um toque a mais de sal. Sua produção tem como melhores exemplares os que são produzidos no campo, mais ao Norte de Atenas. Sendo ele feito a partir de uma coalhada que é prensada, passa por uma cura de de 24 horas e depois disso é levado a amadurecer em um banho de salmoura por cerca de um mês. Daí surgem queijos com sabor forte. Seu queijo é feito de leite tanto de ovelhas como de cabras, ou de ambos em composição, e o mesmo não é pasteurizado.

Embora o queijo feta identifique o povo grego que o usa diariamente na composição de seus pratos, ele também marca presença em outras paragens como Turquia e Búlgaria, que o fazem por longa data, porém a partir do ano de 2005 a Grécia obteve o status de tê-lo como um dos produtos emblemáticos de seu país. Sendo assim ele passou a ser um DOP.

O que caracteriza o paladar deste queijo é sua alta acidez, que não chega a incomodar; sua coloração muito é muito alva, porém sua textura é sólida o suficiente, para se tornar quebradiço, mas mesmo assim não perde sua cremosidade em boca.

Agora compartilho aqui com vocês uma receita típica, saudável como toda dieta mediterrânea, que é de fácil preparo e que agrada todos os paladares. Que tal uma salada tipicamente grega?

Vamos lá

SALADA GREGA

Ingredientes:

04 tomates

100 gramas de queijo feta

50 gramas de azeitonas pretas

02 pepinos

01 cebola roxa

01 pimentão vermelho pequeno

01 colherzinha de orégano

Sal a gosto

Pimenta preta moída na hora a gosto

Azeite de oliva

Vinagre de vinho branco

Modo de Preparo:

Lave e higienize os legumes.

Pegue os tomates e corte-os em quatro. Deixam-se as cascas e sementes.

Em seguida fatie finamente a cebola roxa, corte toletes de pepino, que também pode ser com casca.

Regue a salada com seu melhor azeite, tempere com sal, pimenta, e os temperos.

Acrescente as azeitonas e Bom Apetite!!!!

Dicas:

Esta salada se caracteriza por ser extremamente fresca, tenra, então não poupe na hora da escolha dos ingredientes.

A qualidade do azeite irá dizer muito!

O mesmo serve para as azeitonas que deverão ser de ótima qualidade.

Você poderá temperar a salada com suco de limão.

A porcentagem de gordura do queijo feta varia entre 0% a 60%.

Curiosidade:

Lá na Grécia as melhores azeitonas e azeites são produzidos na ilha de Creta, e esse “terroir” se chama Kalamata. Então se tiver a oportunidade de ter no rótulo este nome, saiba que esta adquirindo o que há de melhor.

E para não passar nervoso na hora de ler um cardápio grego, busque pelo nome:

JORIÁTIKI

Assim você terá certeza de que esta escolhendo uma verdadeira Salada grega!!!

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Manual Prático da Cozinha: Carnes do Brasil

Posted in Cozinha on agosto 16th, 2012 by Eire Rosado – Be the first to comment

Falar de carne para o brasileiro é a mesma coisa que falar de futebol, samba, feijoada, caipirinha, e é claro, aquela loira gelada tão apreciada e desejada por todos!

Mas ao contrário do que sabemos cada estado representa no seu cardápio um estilo muito próprio de como apresentar suas carnes, seus modos de fazer e apreciar.

Falando nisso qual seria a diferença do Charque, Carne-seca ou a tão comentada Carne-de-Sol?

Eis a questão! Pois não se trata da mesma coisa, mas que se parecem muito… Isso a gente não pode negar!

A carne-de-sol é um alimento riquíssimo para o povo nordestino, é uma carne que passa por um processo de salga e é levada para secar ao vento e ao sol. Daí o nome “Carne-de-Sol”, com isso ela preserva sua cor avermelhada. Sua salga é bem mais leve que a do charque ou carne-seca. Seu prazo para consumo não deveria passar de uma semana após sua cura.

Outros nomes como ela é conhecida são: carne-de-vento e carne-do-sertão.

E a carne-seca como seria?

A carne-seca também conhecida como charque, passa por um salga bem mais forte que a carne-de-sol, seu processo é muito semelhante, pois é levada ao vento e sol para secar ou passa por estufas apropriadas, fazendo com que sua atividade acquosa chegue no máximo a 10% . Também necessita passar por várias trocas de água para chegar ao ponto certo de cocção, porém grande parte de seus nutrientes se perdem. Seu uso é mais comum na região Nordeste onde é conhecida pelo nome de “carne-do-ceará”, ou simplesmente “jabá”. Seu maior uso é para o preparo da feijoada.

E o charque, como o definiríamos então?

O charque se trata de carne de vaca, onde é cortada em “mantas” e logo em seguida é salgada, a seco ou em salmoura. Aqui o estado que mais a consome, é o Sul do Brasil, mais especificamente o Rio Grande do Sul, onde é feita na forma do famoso Arroz-Carreteiro, prato emblemático da cozinha dos Pampas.

E como não poderíamos terminar esta matéria, que tal uma receita para ser feita em casa, sem frescura e que agrada a muitos comensais?

Vamos lá então!

Foto: Carol Guerardi

ESCONDIDINHO

Ingredientes:

  • 200 gramas de carne seca demolhada
  • 15 ml de manteiga de garrafa
  • 25 gramas de cebola micro picada
  • 300 gramas de mandioca limpa cortada em cubos
  • 120 ml de leite integral quente
  • Água quanto baste
  • Sal refinado quanto baste
  • 10 gramas de manteiga integral sem sal
  • 20 gramas de queijo coalho ralado grosso

Modo de Preparo:

  1. Coloque a mandioca para cozer em água fria e salgue após levantar fervura. Deixe cozinhando até que ela esteja quase desmanchando. Escorra a água e reserve.
  2. Bata no liquidificador a mandioca ainda quente com o leite quente, até obter um creme espesso e de textura uniforme.
  3. Leve para derreter a manteiga integral em uma panela, acrescente o creme de mandioca, previamente batido, e deixe cozinhar até ferver. Desligue o fogo. Reserve.
  4. Depois de tirar a salga da carne seca, corte em cubos e leve para cozer com água,. Use a pressão para facilitar a cocção.
  5. Deixe cozer por alguns minutos até que a mesma esteja muito macia. Escorra a água, deixe esfriar e desfie muito bem. Reserve.
  6. Em uma panela à parte, leve a carne seca já desfiada para fritar na manteiga de garrafa, acrescente a cebola micro picada até que esta murche. Desligue o fogo.
  7. Monte o escondidinho em pequenos potes refratários, fazendo porções individuais ou numa travessa grande refratária.
  8. Na montagem, disponha uma camada no fundo de carne seca, cubra com o creme de mandioca. E finalize salpicando o queijo coalho.

Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus C, e deixe o queijo gratinar, criando uma superfície douradinha.

E aí, deu água na boca? Então é só arregaçar as mangas, ir ao mercado mais próximo e se jogar na cozinha. O sucesso já esta garantido.

Um grande abraço

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É publicitária / designer gráfica, pisciana com ascendente escorpião. Sonha, inventa coisas, batalha, se diverte, erra, chora e volta e meia está no país das maravilhas.(+...)