BOUQUET GARNI – trouxinha feita de ervas, amarradas em um saquinho de pano. Seu objetivo é aromatizar as preparações, sendo muito usado principalmente na cozinha francesa. Geralmente são utilizados os seguintes temperos:
Mas outras ervas podem entrar neste sachet aromático, desde que harmonizem-se entre si, e estejam em consonância com os ingredientes do prato a ser preparado. Outros exemplos de ervas utilizados com muita freqüência são: Alecrim, Segurelha, Cerefólio, Estragão e Manjericão.
ERVAS FRESCAS – sempre que for adicionar ervas frescas no preparo, deixe para colocá-las no final da cocção, assim evita-se de perder seu aroma.
ERVAS SECAS – uma dica importante ao utilizar ervas secas nas preparações é que estas são mais concentradas do que as frescas, por isso ao utilizar estas, sempre coloque menos quantidade do que se estivesse utilizando ervas frescas.
Sim as amêndoas nos encantam pois são extremamente versáteis e seu uso vai desde a confeitaria como no preparo de pratos salgados. Encontramo-las inteiras, dentro de sua casca, moídas, trituradas, em lâminas, torradas, na forma de óleo, essência e até em pasta. Cada forma apresentada se identifica com preparos diferentes, por isso ela é tão bem vinda nas nossas mesas.
O que não sabemos sobre elas é que existem dois tipos, um doce e outra amarga, podendo ser esta última extremamente venenosa, devido a um ácido presente nela que é o ácido prússico, mas veja, quando consumida em quantidades maiores. Existem variantes dela pelo mundo, tendo a Espanha uma muito conhecida a Jordan, que é longa, fina e é a mais cara, mais usada para confecção de doces. Já a de Valencia (Espanha) encontramos um tipo mais larga e chata, ideal para o preparo de marzipã e bolos. Outro país onde a encontramos é nas Filipinas, onde existe um tipo muito raro, onde a amêndoa é encontrada contendo sementes duplas. Incrível!!
Agora é preciso ter cuidado com outro detalhe, apesar de serem extremamente gostosas, elas possuem alto teor de gordura, por isso fique atento ao seu consumo.
Foto: Carol Gherardi
TARTE BOURDALOUE
PÂTE SABLÉE D’AMANDE
INGREDIENTES
250 g de farinha de trigo
60 g de açúcar refinado
01 pitada de sal refinado
30 g de farinha de amendôas
100 g de manteiga integral sem sal gelada cortada em cubinhos
01 unidade de gema
15 a 45 mililitros água fria
MODO PREPARO
Em um bowl misturar a farinha, o açúcar e o sal. Acrescentar a manteiga em cubinhos e, com a ponta dos dedos, misturar até obter uma farofa grossa.
Adicionar a farinha de amendôas e a gema misturando bem.
Aos poucos e na medida do necessário, adicionar a água e misturar até formar uma massa homogênea.
Embalar em filme e gelar por 30 minutos.
Com auxílio de um rolo, em uma superficie emfarinhada ou entre dois plásticos, abrir a massa e forrar uma forma para tarte de 20 cm de diamêtro.
Gelar por mais 30 minutos.
Fazer furos com um garfo e pré – assar, por 15 minutos, em forno pré-aquecido à 180°C.
Sim este formato se parece muito com a lua crescente, mas o que realmente sabemos sobre ele?
O croissant é feito de uma massa que é acrescido de fermento, passa por várias dobras até incorporar a manteiga por completo.
Existem versões em que a manteiga é substituída por margarina, deixando a massa mais pesada, fazendo com que se pareça com um pão. Já a versão mais afrancesada onde a manteiga é usada de forma mais coerente, tornando esta massa mais rica, ou seja, mais “amanteigado”.
Tanto a qualidade da manteiga quanto a qualidade da farinha, que tanto os franceses prezam, é fundamental para que o resultado se torne tão surpreendente a primeira mordida. Por isso sua textura externa é tão crocante e por dentro ele preserva uma maciez inigualável. Por ser tão tenro, quase se desmancha em nossas bocas, E neste caso vale a pena pronunciar “Croissant au beurre”!
Esta maravilha criada por mãos hábeis de padeiros ao redor do mundo atualmente, é encontrá-lo com recheios tanto salgados quanto doces. Sendo o recheio de amêndoas o mais clássicos entre os doces. Já os salgados variam tanto com recheios de queijo, espinafre ou presunto.
Na França é imprescindível no café da manhã.
O que talvez não saibamos é que há controvérsias quanto ao seu surgimento. Uns dizem ter nascido na França, isso já o sabemos, outros afirmam que sua criação surgiu através de mãos de padeiros de Budapeste, ainda no século XVII. Já outras línguas dizem que ele surgiu em uma batalha onde a Turquia armou contra os austríacos uma emboscada, onde os turcos iriam atingir os adversários, e isso ocorreu debaixo de uma base do acampamento onde se situava a cozinha. Moral da estória, os padeiros austríacos descobriram o plano e soaram o alarme fazendo com que os turcos marchassem para a derrota. O prêmio desses soldados “padeiros” foi o de receberem o privilégio de criar uma pastelaria no formato que desejassem, então os vencedores resolveram criar uma iguaria com formato de uma meia lua, igual a da bandeira turca.
Guerras, desavenças à parte…o que importa é que hoje podemos nos deliciar com este privilégio que é saborear um verdadeiro croissant.
O queijo feta que há séculos ganhou o paladar dos gregos é caracterizado por um toque a mais de sal. Sua produção tem como melhores exemplares os que são produzidos no campo, mais ao Norte de Atenas. Sendo ele feito a partir de uma coalhada que é prensada, passa por uma cura de de 24 horas e depois disso é levado a amadurecer em um banho de salmoura por cerca de um mês. Daí surgem queijos com sabor forte. Seu queijo é feito de leite tanto de ovelhas como de cabras, ou de ambos em composição, e o mesmo não é pasteurizado.
Embora o queijo feta identifique o povo grego que o usa diariamente na composição de seus pratos, ele também marca presença em outras paragens como Turquia e Búlgaria, que o fazem por longa data, porém a partir do ano de 2005 a Grécia obteve o status de tê-lo como um dos produtos emblemáticos de seu país. Sendo assim ele passou a ser um DOP.
O que caracteriza o paladar deste queijo é sua alta acidez, que não chega a incomodar; sua coloração muito é muito alva, porém sua textura é sólida o suficiente, para se tornar quebradiço, mas mesmo assim não perde sua cremosidade em boca.
Agora compartilho aqui com vocês uma receita típica, saudável como toda dieta mediterrânea, que é de fácil preparo e que agrada todos os paladares. Que tal uma salada tipicamente grega?
Vamos lá
SALADA GREGA
Ingredientes:
04 tomates
100 gramas de queijo feta
50 gramas de azeitonas pretas
02 pepinos
01 cebola roxa
01 pimentão vermelho pequeno
01 colherzinha de orégano
Sal a gosto
Pimenta preta moída na hora a gosto
Azeite de oliva
Vinagre de vinho branco
Modo de Preparo:
Lave e higienize os legumes.
Pegue os tomates e corte-os em quatro. Deixam-se as cascas e sementes.
Em seguida fatie finamente a cebola roxa, corte toletes de pepino, que também pode ser com casca.
Regue a salada com seu melhor azeite, tempere com sal, pimenta, e os temperos.
Acrescente as azeitonas e Bom Apetite!!!!
Dicas:
Esta salada se caracteriza por ser extremamente fresca, tenra, então não poupe na hora da escolha dos ingredientes.
A qualidade do azeite irá dizer muito!
O mesmo serve para as azeitonas que deverão ser de ótima qualidade.
Você poderá temperar a salada com suco de limão.
A porcentagem de gordura do queijo feta varia entre 0% a 60%.
Curiosidade:
Lá na Grécia as melhores azeitonas e azeites são produzidos na ilha de Creta, e esse “terroir” se chama Kalamata. Então se tiver a oportunidade de ter no rótulo este nome, saiba que esta adquirindo o que há de melhor.
E para não passar nervoso na hora de ler um cardápio grego, busque pelo nome:
JORIÁTIKI
Assim você terá certeza de que esta escolhendo uma verdadeira Salada grega!!!
Falar de carne para o brasileiro é a mesma coisa que falar de futebol, samba, feijoada, caipirinha, e é claro, aquela loira gelada tão apreciada e desejada por todos!
Mas ao contrário do que sabemos cada estado representa no seu cardápio um estilo muito próprio de como apresentar suas carnes, seus modos de fazer e apreciar.
Falando nisso qual seria a diferença do Charque, Carne-seca ou a tão comentada Carne-de-Sol?
Eis a questão! Pois não se trata da mesma coisa, mas que se parecem muito… Isso a gente não pode negar!
A carne-de-sol é um alimento riquíssimo para o povo nordestino, é uma carne que passa por um processo de salga e é levada para secar ao vento e ao sol. Daí o nome “Carne-de-Sol”, com isso ela preserva sua cor avermelhada. Sua salga é bem mais leve que a do charque ou carne-seca. Seu prazo para consumo não deveria passar de uma semana após sua cura.
Outros nomes como ela é conhecida são: carne-de-vento e carne-do-sertão.
E a carne-seca como seria?
A carne-seca também conhecida como charque, passa por um salga bem mais forte que a carne-de-sol, seu processo é muito semelhante, pois é levada ao vento e sol para secar ou passa por estufas apropriadas, fazendo com que sua atividade acquosa chegue no máximo a 10% . Também necessita passar por várias trocas de água para chegar ao ponto certo de cocção, porém grande parte de seus nutrientes se perdem. Seu uso é mais comum na região Nordeste onde é conhecida pelo nome de “carne-do-ceará”, ou simplesmente “jabá”. Seu maior uso é para o preparo da feijoada.
E o charque, como o definiríamos então?
O charque se trata de carne de vaca, onde é cortada em “mantas” e logo em seguida é salgada, a seco ou em salmoura. Aqui o estado que mais a consome, é o Sul do Brasil, mais especificamente o Rio Grande do Sul, onde é feita na forma do famoso Arroz-Carreteiro, prato emblemático da cozinha dos Pampas.
E como não poderíamos terminar esta matéria, que tal uma receita para ser feita em casa, sem frescura e que agrada a muitos comensais?
Coloque a mandioca para cozer em água fria e salgue após levantar fervura. Deixe cozinhando até que ela esteja quase desmanchando. Escorra a água e reserve.
Bata no liquidificador a mandioca ainda quente com o leite quente, até obter um creme espesso e de textura uniforme.
Leve para derreter a manteiga integral em uma panela, acrescente o creme de mandioca, previamente batido, e deixe cozinhar até ferver. Desligue o fogo. Reserve.
Depois de tirar a salga da carne seca, corte em cubos e leve para cozer com água,. Use a pressão para facilitar a cocção.
Deixe cozer por alguns minutos até que a mesma esteja muito macia. Escorra a água, deixe esfriar e desfie muito bem. Reserve.
Em uma panela à parte, leve a carne seca já desfiada para fritar na manteiga de garrafa, acrescente a cebola micro picada até que esta murche. Desligue o fogo.
Monte o escondidinho em pequenos potes refratários, fazendo porções individuais ou numa travessa grande refratária.
Na montagem, disponha uma camada no fundo de carne seca, cubra com o creme de mandioca. E finalize salpicando o queijo coalho.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus C, e deixe o queijo gratinar, criando uma superfície douradinha.
E aí, deu água na boca? Então é só arregaçar as mangas, ir ao mercado mais próximo e se jogar na cozinha. O sucesso já esta garantido.
^^camis^^
É publicitária / designer gráfica, pisciana com ascendente escorpião. Sonha, inventa coisas, batalha, se diverte, erra, chora e volta e meia está no país das maravilhas.(+...)